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TV Web

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Escrito por Rodrigo Almada às 00h50
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Rádio Web

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Escrito por Rodrigo Almada às 20h24
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Matem o português!

Voltei com flagras de crimes contra o português.

Captura da página da Bandeirante Energia de hoje.
O site é estruturado em quadros que são preenchidos com imagens que podem demorar para carregar dependendo da velocidade da conexão.
Alguns têm textos-guia que ficam "escondidos" dos visitantes. Confira o quadro com os contatos com a Assessoria de Imprensa.




Escrito por Rodrigo Almada às 21h05
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Fotos



Categoria: Japão Paulistano
Escrito por Rodrigo Almada às 21h20
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Wiki...tudo

Tantas gravações, cerca de seis locais diferentes por semana, que nem tenho tempo de escrever nosso dia-a-dia. Contamos com 4 horas e meia de imagens, entrevistas, depoimentos. Logo chega a hora da decupagem. Antes disso, um momento de pesquisar mais informações. Recorri à Wikipedia pela primeira vez. Uma excelente iniciativa.



Categoria: Japão Paulistano
Escrito por Rodrigo Almada às 21h19
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Contatos

Sábado, 26 de agosto. Dia de sair para captar imagens gerais. Todos encontraram um tempinho nas suas agendas para o trabalho. Saímos para a Paulista. Às 10 horas, nos encontramos para os primeiros endereços da nossa pequena lista. Parecia que estávamos no verão. O calor refletido pelos prédios exigia mais disposição. As pessoas andavam num ritmo diferente do que é costume ver durante a semana. O primeiro endereço, um templo budista, não existe. Encontramos uma lojinha. As prateleiras cheias de objetos de decoração, presentes, doces. Todos com motivos orientais. Um excelente lugar para ser gravado. E, gentilmente, a conversa com a balconista vai fluindo, “seria possível conversar com a proprietária...”, “ela não está aqui agora”, “podemos ligar mais tarde...”, “se quiserem...” Saímos sem resposta. No caminho, um templo culinário. A duas quadras da avenida Paulista, que sorte! E nenhum oriental - não há japoneses servindo ou preparando a comida. Os japoneses estão nas mesas, em todo o salão, apreciando um pouco da arte milenar de alimentar-se bem.



Categoria: Japão Paulistano
Escrito por Rodrigo Almada às 21h18
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Deeper

Seria estranho dizer que eu conto o tempo para começar a trabalhar no projeto? Isso é verdade. Fico planejando as entrevistas, articulando imagens que nem foram gravadas, pré-redigindo o off, esboçando decupagens e edições, conferindo o espelho a toda hora... Depois de tanta pesquisa, todo esse conhecimento que adquiri precisa ser divulgado. A ansiedade aumenta a cada instante. Será um tempo de correria, de pressão e isso têm me motivado mais. É estranho, eu sei. Acredito agora que não há nada melhor que o deadline, pois ele é um grande instrumento de crescimento, de superação. Você aprende a conhecer seu potencial e como obter o melhor rendimento em menos tempo. Como disse Vera Paternostro no seu manual de telejornalismo [e que esteve presente em todas as bibliografias de meus trabalhos nestes últimos quatro anos, mesmo em produções impressas junto a outros que considero imprescindíveis – informação surpreendente, não havia me dado conta]: “o deadline não mata”, concluo: foi um dos motivos influenciadores de eu escolher ser jornalista. De agora em diante, aqui não haverá tantas reflexões. Será possível acompanhar nosso trabalho prático. E também algumas informações de bastidores [não faça essa cara, tem público para isto]. Tudo objetivando a apresentação deste projeto o qual ainda não adquirimos tamanha consciência para contemplarmos sua totalidade.



Categoria: Japão Paulistano
Escrito por Rodrigo Almada às 21h17
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Ação e Reflexão

Prioridades definidas. Busca pelos primeiros contatos. Listas de tarefas. Divisão das tarefas. Ainda dizem que agora é o mais emocionante. É cedo para avaliar. Temores despertam todos os dias em todos nós. A vontade de realizar um produto harmônico com nossos planos, árdua pesquisa e mais a grandiosidade dessa estranha e fascinante cultura. Nosso relacionamento está mais frio. Sempre otimista, credito isto à responsabilidade vindoura. Tanto para conhecer. Inclusive a nós mesmos.



Categoria: Japão Paulistano
Escrito por Rodrigo Almada às 21h16
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Velocidade

Assinei um serviço de RSS para encontrar matérias sobre cultura japonesa que ficam despercebidas nos diversos portais brasileiros. A ferramenta é perfeita para o serviço de clipagem. A cada cinco ou dez minutos, cerca de trinta novas notícias pipocam na área de trabalho ao som de uma campainha que escuto por mais tempo do que realmente ela soa. Com tanta informação em pouco tempo, é necessário reduzir o tempo de produção de notícias. Dos feeds recebidos neste último pacote de notícias da G1, o novo portal da Globo: TSE / PCO / TCU / PF / PT / PCC / SSP / BB.

Escrito por Rodrigo Almada às 21h16
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Reiniciar

Começamos a segunda etapa. Nestes últimos meses, dedicamos nossa atenção na busca de documentos, artigos e qualquer outro material de pesquisa. O projeto previa que a captação de dados obtivesse informações de todos os aspectos culturais nipônicos possíveis. Levantamos artigos sobre a importância da comunidade japonesa em São Paulo, a história da chegada dos primeiros imigrantes pelo foco dos motivos que influenciaram na decisão de sair do Japão rumo ao Brasil, um país que aparentemente oferecia mais condições do que viviam nos séculos 19 e 20 principalmente no período pós-guerra. Elaboramos quase uma enciclopédia decifrando as modalidades esportivas, os pratos da culinária oriental, os rituais do budismo, a história das artes, do cinema e dos meios de comunicação. Este tratado rendeu um projeto com mais de 70 páginas. Agora é a hora de transformar esse guia num produto audiovisual – acessível e atraente para qualquer audiência – de 55 minutos. O desafio está proposto.



Categoria: Japão Paulistano
Escrito por Rodrigo Almada às 21h16
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Olá

Quero apresentar em nome de todo o grupo, a partir de hoje, o passo a passo do nosso trabalho de conclusão de curso. Nossa proposta é apresentar as manifestações da cultura japonesa na cidade de São Paulo numa reportagem em vídeo. Até aí, é fácil cumprir a tarefa. Você deve estar pensando: "Basta tirar um sábado e um domingo para gravar na Liberdade, reduto dos japoneses na capital e blá, blá, blá... " Chutou na trave. É lógico que qualquer pessoa - principalmente um jornalista - busque informações e fontes muito acessíveis. E a originalidade? Por isso, decidimos encontrar essas manifestações em outros bairros, além da Liberdade. Tanto pelo desafio quanto por um detalhe. Os japoneses hoje não freqüentam tanto o bairro como há alguns anos. O bairro é ocupado principalmente por coreanos e chineses. Alguns japoneses ainda moram por lá, mas a maioria se espalhou pela cidade. Outros moram próximo ao Centro e trabalham na Liberdade. Bem-vindo a nossa viagem. Nela, só temos os esboços do destino. Descubra conosco um pouco dessa comunidade que contribui para a formação da cultura paulistana – se é possível definir o que é próprio de São Paulo sem misturar a cultura de outros estados e países – atualmente.



Categoria: Japão Paulistano
Escrito por Rodrigo Almada às 21h15
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Panorâmica


Quer ver em detalhe: http://almada.zip.net/images/paisagem.jpg

Escrito por Rodrigo Almada às 18h46
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DADOS E SUPERSTIÇÕES

Depois de treze jogos desta Copa, creio que estou mais próximo do clima e do sentimento que tinha na estréia da Copa de 2002. A sofrida estréia do Brasil resultou na vitória brasileira por apenas um gol de Kaká. Menos do que os 2 a 1 da estréia contra a Turquia às 6 da manhã do dia 3 de junho de 2002 na Coréia do Sul. Para o brasileiro, vencer com um gol é tão ruim como final em segundo lugar entre as 32 seleções.
Momentos antes da partida, a minha rua ainda era enfeitada. As crianças mais se pintavam do que preenchiam os desenhos e as letras do típico mote: "Rumo ao Hexa, Brasil!". Se analisarmos a fundo, ali será o local de comemoração da vitória no domingo da final no jogo contra a anfitriã por 5 a 4, nos pênaltis. É só um palpite muito pretensioso... Talvez a frase fique lá até 2010, ops, toc, toc, toc - espantemos os fantasmas. A tinta não foi perdida.
Contra a Austrália, no domingo, duzentos milhões de torcedores (brasileiros ou não) preferem uma goleada. Não precisam fazer oito, jogadores, não se sintam pressionados. Mas três ou quatro tá bom. Ah, uma dica é não colocar em campo a Estátua Fenômeno que perde todas e dar espaço pro nosso Robinho. Pedala, Brasil!


Escrito por Rodrigo Almada às 20h50
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PREVISÕES MATEMÁTICAS SOBRE A COPA

Copa do Mundo, todo o país pára e se adapta às regras futebolísticas. Até as correntes por e-mail seguem a tendência. De acordo com uma corrente de mensagens no orkut, recebi a seguinte teoria:

 

COPA DO MUNDO NA MATEMÁTICA
mensagem:  O Brasil ganhou a copa do mundo em 1994, antes disso, sua última conquista
do título foi em 1970.

Se você somar 1970 + 1994 = 3964

A Argentina ganhou sua última copa do mundo em 1986, antes que isso só em
1978.

Somando 1978 + 1986 = 3964

Já a Alemanha ganhou a sua última copa em 1990. Antes disso foi em 1974.

Somando 1990 + 1974 = 3964

Seguindo esta lógica, poderia se ter adivinhado o ganhador da copa o mundo
de 2002, pois este teria que ter sido o vencedor da copa de 1962!

Conferindo: 3964 -2002 = 1962

E o ganhador da copa em 1962 foi o Brasil!

Realmente, a numerologia parece funcionar.
E quem venceria a copa do mundo de 2006?

Resposta: 3964 - 2006 = 1958

E quem ganhou em 1958? Putz, foi o Brasil!!!

O HEXA É NOSSO!


quem sabe ne???
so torcendo.....

 

Se ela estiver certa, eu ainda souber fazer contas e um pouco de pesquisa, os próximos vencedores são:

2006: Brasil

2010: Alemanha

2014 (se a sede for o Brasil como em 1950): Uruguai (como em 1950!)

Agora uma previsão minha: só falta a final de 2014 acontecer no Maracanã e o Brasil perder para o Uruguai por 2 x1!

Aí, já vai ser falta de criatividade, não?



Escrito por Rodrigo Almada às 23h25
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LIVRO DE BOLSO É A OPÇÃO PARA QUEM QUER PAGAR POUCO E APRENDER MUITO

por Ariane Braga, Rodrigo Almada e Adriana Oliveira

 

Ele vai a todo lugar com você. Não requer muito dinheiro e tem conteúdo. É o livro de bolso. O formato surgiu no Brasil com a "Coleção Globo", lançada na década de 30 – mesma época em que os “pocket books” nasceram nos Estados Unidos, empobrecidos pela recessão da economia norte-americana em 1929.

Para Daniel Teodoro, professor de matemática e assíduo leitor do formato, o melhor do livro de bolso é seu tamanho. “Outra vantagem é que encontro para comprar esses livros na farmácia, no metrô e até no posto de gasolina”, declara Daniel. Ele também acredita que comprar três ou quatro livros pelo preço de um é um diferencial desse tipo de publicação.

O livro de bolso é a principal forma de democratizar e popularizar os clássicos da literatura, que ainda são muito caros para o poder de compra da maioria dos brasileiros. Os livros de bolso não são direcionados a nenhum tipo de público, já que é possível encontrar desde obras de Machado de Assis às tirinhas do Hagar.

Um estudo do Departamento de Economia da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto revela que o preço médio do livro brasileiro em 2005 subiu 3,76% se comparado ao ano de 2004. Em dezembro de 2004, o custo médio de um livro era de R$ 34,07. E em dezembro de 2005 o valor chegou a R$ 35,35, o que representa 10% do salário mínimo. O departamento analisou a variação dos preços de capa de mais de 85 mil títulos de 1.236 editoras de todo o país.

A reportagem do Parada Obrigatória pesquisou os principais títulos de duas editoras em livrarias e bancas de jornal de São Paulo e concluiu que todo o catálogo de “pocket book” custa, pelo menos, a metade do preço das edições normais. Veja os detalhes no quadro.

Caio Donini, proprietário de uma editora e fanático por livros, diz que compra livros de bolso essencialmente por causa do preço. “Vale lembrar também que, por serem impressos com papel jornal, são mais leves e assim posso levar de um lado para o outro”, ressalta Caio. Porém, Daniel acredita que faltam livros desse formato com conteúdo didático e paradidático na área de matemática.

Já Caio - que geralmente lê os importados, pois, segundo ele, no exterior a cultura do "pocket book" é muito mais difundida que aqui – pensa que no Brasil os livros de bolso ainda se resumem a obras de domínio público e obras menores (entre 90 e 140 páginas).  “Eu gostaria de ver autores consagrados e suas obras recentes em formato de bolso, como, por exemplo, ‘Comédias da Vida Privada’, de Veríssimo”, declara Caio.

A popularização do formato nos grandes centros do país incentiva o mercado editorial. O crescimento nas vendas despertou as editoras a investirem em novas estratégias de distribuição. Disponibilizar o livro de bolso em lugares de fácil acesso também aumentou o lucro do segmento em 20% no ano passado. A Associação Nacional de Editores de Publicações prevê que em 2006 o mercado cresça mais 20%.



Escrito por Rodrigo Almada às 15h14
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DIFERENÇA ENTRE A VERSÃO NORMAL E O FORMATO DE BOLSO DOS CLÁSSICOS DA LITERATURA PODE CHEGAR ATÉ A 80%

 

Pela Companhia das Letras, a coleção Companhia de Bolso possui entre os títulos “A jangada de pedra” do escritor português José Saramago. Nossa equipe apurou que o livro é encontrado por R$ 44 na sua versão normal. Já o formato “pocket” custa, em média, R$ 19. A diferença, neste caso, é de 55,7%.

A editora L&PM possui um catálogo de livros de bolso especializado nos clássicos da literatura luso-brasileira. O romance “Cinco minutos” de José de Alencar pode ser encontrado pela metade do preço da edição normal.

Veja as editoras, títulos e descontos que você encontra no formato de bolso:



Escrito por Rodrigo Almada às 15h13
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Os campeões da Companhia das Letras

 

Título                                                                                               Diferença

Che Guevara – a vida em vermelho (Jorge G. Castañeda)    45,9%

O povo brasileiro (Darcy Ribeiro)                                                49%

Clarissa (Érico Veríssimo)                                                            50%

Nova antologia poética (Vinicius de Moraes)                            50,7%

Agosto (Rubem Fonseca)                                                             50,7%

Estação Carandiru (Dráuzio Varella)                                          53,1%

Entre o céu e o mar (Amyr Klink)                                                 57,9%

O processo (Franz Kafka)                                                             58,2%



Escrito por Rodrigo Almada às 15h12
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As pérolas da L&PM

 

Título                                                                                               Diferença

A viuvinha (José de Alencar)                                                       55,4%

Édipo Rei (Sófocles)                                                                     57,7%

Auto da barca do inferno (Gil Vicente)                                        68,4%

Discurso do método (René Descartes)                                      74,2%

Broqueis (Cruz e Souza)                                                               87,5%

 

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* Original da reportagem produzida para o portal de Jornalismo da Universidade Anhembi Morumbi. Acesse: www.anhembi.br/jornalismo



Escrito por Rodrigo Almada às 15h11
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UNIVERSITÁRIO CONECTADO

Alunos têm opinião divergente quando o assunto é o portal de jornalismo da Universidade

 

por Ariane Braga, Rodrigo Almada e Adriana Oliveira

 

Qual jornalista não tem orgulho de ver suas matérias publicadas na mídia? Pensando nisso, a Anhembi Morumbi criou um espaço para os alunos de jornalismo divulgarem seus trabalhos.  Já que a internet é a mídia que mais cresceu na última década, os estudantes expõem suas produções em uma vitrine virtual: o portal de jornalismo da Universidade. O espaço está no ar desde 2004 e hoje hospeda 140 textos e 24 reportagens em vídeo. As pautas abrangem temas variados, sempre atuais e de interesse não só dos alunos, mas do público universitário da Anhembi Morumbi.

Mesmo com todas as suas vantagens, o site é, no mínimo, polêmico entre os alunos.

Quem dá um exemplo disso é a estudante Amanda Fischer que já teve uma matéria publicada na seção Noticiário Centro. Para ela, o site possui excesso de informação. “O [portal] da Cásper Líbero [uma das principais escolas de jornalismo de São Paulo], por exemplo, é dividido em reportagens, entrevistas, artigos e notícias. Isso ajuda na leitura”, diz Amanda.

A coordenadora do portal Daniela Ramos discorda. “A navegação é clara. É um site pequeno, não tem muitas páginas. E tem o arquivo de notícias. Mas talvez o nome dos canais tenha que ser mudado para ficar mais claro”. E justifica: “O site de Jornalismo é experimental e por isso não é o ideal. É um espaço para diversos assuntos que são relevantes. Eu não acho que ele é bagunçado. Não é o ideal, porque é feito com o mínimo de condições possíveis. Não há estagiários. Tudo que vai ao ar precisa de muito trabalho”.

Já o aluno Caio Terreran, que não teve matérias publicadas no portal, mas é leitor do mesmo, acredita que o site é mal aproveitado porque falta interatividade com os leitores. Ele sugere a criação de um blog para os alunos comentarem os textos publicados e indicarem pautas. “Pelo preço que pagamos, deveriam produzir inovações”, comenta Caio.

Daniela concorda que faltam fóruns, enquetes e interatividade. Mas lembra que o site avançou bastante dentro das condições existentes. “Tem os slides-show para as imagens e os vídeos. Avançamos em linguagem. Utilizamos a linguagem de programação mais popular da internet, o Flash. É uma linguagem de ponta”, afirma a coordenadora do espaço.

Outro ponto favorável é o mecanismo de publicação dos textos. A aluna que já teve reportagem divulgada no site Caroline Sanchez acha que o publicador é uma ferramenta que veio para somar. “É para quem precisa colocar as matérias com facilidade e agilidade”, diz.

Os elogios vão além. O aluno de jornalismo da universidade Vagner Aquino acha o site bastante útil e interessante. Ele define o mesmo como “da hora”.



Escrito por Rodrigo Almada às 17h25
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Mariano Veroneze já teve seis matérias publicadas no Parada Obrigatória e no Mural. Ele considera que a navegação pelas páginas é fácil, sem segredos. Mariano recomenda a seção Ensaio e Crítica. Segundo o aluno é um espaço aberto e democrático. “O conteúdo pode ser muito bom mesmo quando o veículo noticia os assuntos da instituição”, avalia Mariano.

O Portal de Jornalismo foi o único veículo produzido pelos alunos que resistiu às mudanças ocorridas nos semestres passados, com a suspensão dos veículos impressos da Anhembi Morumbi.

A estudante Amanda acredita que a universidade o criou para tampar uma deficiência, já que faltam veículos impressos. “O site poderia ser um dos vários instrumentos de divulgação, e não o único instrumento”, confessa.  E Mariano concorda. O aluno acredita que a universidade não pode se limitar a publicar as produções somente no site. “A internet é muito segmentada e tem uma linguagem bem específica. Se o aluno fica restrito em produzir ao portal, ele não vivencia os outros meios”, declara.

A coordenadora do site reconhece a falta de outros veículos de comunicação e diz que não há previsão para que estes voltem à circulação.

O portal de Jornalismo da Anhembi Morumbi está dividido em oito seções - Mural, Revista Tema, Parada Obrigatória, Telejornal, Ensaio e Crítica, Caderno de Fotografia, De olho no curso e TCC Jornalismo – e informa aos visitantes não só as novidades da instituição, mas também apresenta temas de interesse geral com um enfoque afinado aos debates entre universitários, docentes ou funcionários. Os visitantes podem assistir reportagens em vídeo inúmeras vezes, ler mais detalhes sobre o assunto no Parada Obrigatória, conhecer o calendário de eventos na Anhembi e acessar dados sobre o curso ou os trabalhos de conclusão de curso.

O portal tem um projeto de veicular podcasts – espécie de rádio na Internet que já se disseminou entre os internautas e foi considerada a palavra do ano de 2005. “A idéia é abrir espaço para as produções em áudio dos TCCs produzidos na Anhembi e vamos mudar a área de vídeos”, adianta Daniela.

 

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* Original da reportagem produzida para o portal de Jornalismo da Universidade Anhembi Morumbi e que foi censurada porque a Universidade não deseja mais falar de si mesma. Este blog publica-a nesta data para prevenir que o texto seja veiculado naquele meio com a autoria creditada a outra pessoa. Cria-se um registro de propriedade intelectual do texto, entrevistas e encadeamento das informações. A data de publicação é incontestável e está sujeita às regras de publicação do UOL Blog; já que a data é atribuída pelo servidor.



Escrito por Rodrigo Almada às 17h25
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NOTA BAIXA

Não faz muito tempo o presidente Lula estava ansioso com o crescimento da economia brasileira e chamou os empresários para discutir o que poderia ser melhorado. Mas o governo não esperava que eles fossem tão francos. A avaliação assustou o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação que culpou a ala esquerda petista pela imagem negativa. O que era de se esperar. A disputa pela presidência do partido precisava ser pauta da discussão pública. E quem sabe da disputa presidencial do próximo ano. Disputa que é encarada mais como reeleição do que para sucessão. Só que ainda é muito cedo, tão cedo que o presidente pediu aos ministros que divulguem mais suas ações e o que fazem pelo social. O povo precisa saber do Brasil.



Escrito por Rodrigo Almada às 11h29
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AGUARDEM EM SEUS LUGARES

O povo está decepcionado com o salário mínimo. Claro que dezenas de pessoas alegaram que o valor é insuficiente para manter-se e comprar o mesmo que em maio do ano passado. Mas por que elas querem comprar o mesmo que antigamente? O mundo hoje está mudado. Novos produtos aparecem todos os dias e precisam ser comprados. Muitos também reclamam do aumento do preço dos combustíveis, dos alimentos, dos transportes, da energia elétrica...

Os apagões também têm se tornado constantes. Semana passada enquanto utilizava o Metrô fui vítima de um apagão. Mais vinte pessoas também aguardavam ansiosamente pela estação mais próxima de suas casas. Foi então que tudo parou.

A senhora que imobilizada observava a paisagem de concreto virou o rosto e olhou para nós. O rapaz que já aguardava em pé a próxima parada para desembarcar abriu sua revista e começou a ler uma página aleatória. Dois senhores que conversavam baixinho passaram a debater calorosamente. O silencioso maquinista informou que "devido a falhas operacionais a energia havia sido interrompida" e ainda ousou: "por favor, aguardem em seus lugares que prosseguiremos a viagem em breve". A platéia delirou.

"Não, eu vou arrombar a porta e vou a pé", ironizou uma voz a qual restringiu-se ao anonimato.

"Será que cortaram por falta de pagamento?"

"Deve ser o aumento do salário mínimo..."

Ironicamente, o acontecimento nacional que sempre influenciou a vida desta parcela da população tornou-se mote para justificar os atrasos, a impaciência que se estenderiam a partir daquele momento. Os dois senhores que conversavam relembraram o período da ditadura militar. E em alto e bom som advertiram-nos sobre a iminência de vivermos novamente este drama, só que de uma forma velada; chegando até a ser democrática também.

Neste instante pudemos refletir sobre a chance real de que isso aconteça. O baixo crescimento do mínimo nestes últimos anos faz da população serva de um poder econômico mais poderoso do que o poder político. E este caos é vivido por todos os "terráqueos" de forma conivente.

Todos nós aceitamos a cobrança de uma taxa bancária, às vezes inconstitucional, crentes na necessidade da instituição se manter. Todos nós aceitamos o aumento do preço dos combustíveis - que influenciam todas as mercadorias - e depois o aumento dos alimentos - já afetados pelo aumento anterior - acreditando no crescimento do mercado. Aliás, esse mesmo mercado de inúmeras vontades próprias, nunca se interessou em agendar um horário comigo e assim "eu possa falar-lhe pessoalmente" as dificuldades com as quais sobrevivemos!

Sentados em nossos lugares físicos ou sociais tivemos a oportunidade de refletir sobre o nosso governo "centro-esquerda-direitista". O silencioso maquinista manifestou sua opinião: "obrigado pela paciência e estamos prosseguindo a viagem". Extasiados, nós deixamos de lado a reflexão e voltamos a idealizar nosso destino. A senhora voltou a olhar a paisagem pela janela. O rapaz fechou a revista e dirigiu-se a porta aguardando a parada para desembarcar. Um dos senhores alegou que não acreditava nos trezentos reais e calou-se. O trem abriu as portas. E eu parei de observar...

Depois disto todos continuamos a nos olhar com certo ar de desconfiança e desprezo. As pessoas sentadas no banco ao lado não são tão confiáveis como possam parecer.



Escrito por Rodrigo Almada às 14h23
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JORNALISTA: TROVADOR CONTEMPORÂNEO

A principal característica de um bom jornalista é a sua capacidade de retratar, entreter e aguçar a percepção das pessoas. É descrever os fatos de forma simples e objetiva para que todos compreendam e raciocinem sobre a sociedade.

O jornalista é o intermediário entre a população e a notícia. Ele produz contos a partir dos acontecimentos momentâneos e, muitas vezes, o drama se faz presente nestas estórias. Por isso, deve estar bem informado, prezando pela qualidade, atualidade, veracidade e curiosidade das informações. Apresentar novidades com um olhar diferente do tradicional certamente destacará o jornalista em seu meio. Criar e desenvolver um estilo próprio são os mecanismos que devem ser utilizados pelo jornalista para que ele seja reconhecido pelos leitores.

Responsabilidade social

O jornalista forma opiniões, conceitos e é suporte para o leitor em todas as áreas. O texto é seu principal instrumento de trabalho em todos os meios, com ele pode influenciar ou manipular a opinião de seus leitores. Neste aspecto, o jornalista deve pensar pela sociedade e propor soluções que atendam a população. Planejar antecipadamente o enfoque do texto, sem estar limitado em uma pauta, viabiliza a realização de pesquisas e entrevistas para ampliar sua cobertura e explorar suas capacidades expressivas.



Escrito por Rodrigo Almada às 14h18
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AUDIÊNCIA QUANTITATIVA X AUDIÊNCIA QUALITATIVA

População esconde-se da violência assistindo aos programas policiais

A principal preocupação de um programa jornalístico é o respeito aos princípios éticos. A atual guerra pela audiência levou a invasão de diversos programas sensacionalistas na televisão que incentivam o medo na população através de uma abordagem impactante. A busca de fatos verídicos também foi excluída das pautas.

Os critérios atuais de revisão das matéria nas atuais redações deficientes de jornalistas afastaram a credibilidade de seus telejornais. A competição interna em favor da credibilidade e a vontade de realizar um jornalismo de qualidade mesmo com poucos profissionais empenhados são exemplos destes critérios. Os programas jornalísticos seguiram uma linha contrária a este discurso. Estes forjam situações e apavoram a população. Todos aprisionam-se em suas casas na ânsia de saber quantas pessoas foram vitimadas naquele dia pelo caos urbano, consumindo as informações vendidas.

As emissoras preocuparam-se somente com os pontos registrados pelo IBOPE (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística) modificando constantemente sua grade de programação. O público sentiu-se desrespeitado com a linha de shows adotada como referencial jornalístico.

O papel de ser a voz da sociedade foi trocado pelo de ser um produto de entretenimento que vende violência. Hoje, portanto, os telejornais não informam, apenas vendem idéias.



Escrito por Rodrigo Almada às 14h17
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FUNARTE SOBREVIVE

A melhor iniciativa cultural dos últimos tempos está abandonada no centro da cidade

A Funarte (Fundação Nacional de Arte) foi criada em 1975 para incentivar e amparar o desenvolvimento da arte em todo o Brasil. São desenvolvidas atividades culturais ligadas ao teatro, circo, dança, fotografia, música, artes gráficas e plásticas.

Também tem por objetivo auxiliar pesquisas nestas áreas e preservar as produções culturais de todo o Brasil reunindo grande parte da documentação do que foi produzido. A Funarte está preocupada em criar contato entre artistas de diversos estados do Brasil que, através destes encontros podem trocar suas experiências entre si. "É um processo que busca unir todo o país", diz Violeta Rios, produtora de artes visuais e música da fundação.

Violeta tem 26 anos, é formada em artes plásticas. Entrou na Funarte em 1999 como estagiária permanecendo até 2001. Retornou pouco tempo depois mas não podia ser contratada. O que ocorreu na mudança para o governo Lula em 2003.

A fundação é vinculada ao Ministério da Cultura e por anos foi abandonada pelo Governo Federal. A Sede Nacional fica no Rio de Janeiro. Há sedes regionais em Brasília, que coordena projetos das regiões Nordeste e Centro-Oeste, e em São Paulo, responsável pelo Sul e Sudeste do Brasil. Qualquer projeto apresentado por uma sede regional deve ser aprovado por uma comissão no Rio.

Em março de 1990, o ex-presidente Fernando Collor extinguiu todas as instituições culturais logo ao assumir o cargo. Nestes treze anos não foram abertos editais para a reforma do prédio. No governo FHC as verbas destinadas foram insuficientes. Neste período os funcionários não eram remunerados, mas compareciam periodicamente para prosseguirem os trabalhos. "Desde 90, o número de funcionários é o mesmo. Talvez tenha um concurso próprio até 2006", revela Violeta Rios.

Em São Paulo, ao passarmos pela Alameda Nothmann - bairro Campos Elísios - nos deparamos com uma fachada pouco atraente. "O prédio está judiado pelo tempo", confessa a produtora.

A Funarte é responsável por ceder os espaços culturais públicos através de licitações abertas a companhias de teatro que não têm onde ensaiarem ou grupos amadores que desejam expor seus trabalhos. O edital é lançado mensalmente para a sala Guiomar Novaes e semestralmente para o Teatro de Arena. Para a encenação das peças a licitação é válida por seis meses e pode ser renovada.

Os recursos financeiros da Funarte são provenientes do Tesouro Nacional e devem ser aprovados pelo Congresso e da arrecadação própria através de suas atividades. A bilheteria é estabelecida pelo próprio grupo vencedor do edital. A Funarte define que o ingresso não ultrapasse R$ 12. Sendo que 10% de toda a arrecadação deve ser repassada à entidade. Nas apresentações musicais, os artistas ainda devem enviar mais 10% da arrecadação ao ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição). A organização centraliza a arrecadação e a distribuição de direitos autorais e conexos, gerados pela execução pública de obras musicais e de fonogramas.

Pague quanto der - é ingresso, não é contribuição

Os grupos recebem uma ajuda de custo da Funarte na fase de produção. Patrocínios são permitidos, mas são poucas as empresas que incentivam iniciativas culturais.

Neste fim de ano, o Teatro de Arena possui uma programação especial. A Companhia Livre faz até 19 de dezembro uma leitura dramática da peça "A Morte de Danton" escrito em 1835 por Georg Büchner no Teatro de Arena Eugênio Kusnet, dando início as comemorações do cinqüentenário do Arena. As apresentações são realizadas de quinta a sábado às 21h e domingos às 19h.

O grupo determinou que o valor da entrada é livre. O público decide quanto quer pagar. A iniciativa é boa para que todos tenham acesso ao espetáculo. Não seria justo que as pessoas deixem de ir ao teatro por não ter o valor exato da bilheteria. "As pessoas pagam um ou dois reais porque é o único dinheiro que têm", comenta Violeta.

A equipe espera atrair um grande público de baixa renda. Mas não despreza o público de maior poder aquisitivo. Só assim a companhia espera saldar os custos. A proposta é tornar popular o desejo de ir ao teatro através do ingresso popular.

Reviver os cinqüenta anos do Arena não é uma tentativa de voltar ao passado. Todo o trabalho com pesquisas deseja refletir o passado com uma visão atual e ultrapassar inúmeras barreiras impostas desde o governo militar. E a proposta parece bem-sucedida: num levantamento realizado com a bilheteria de janeiro a junho de 2004, quase 7.700 espectadores assistiram a peças em cartaz no teatro, que tem capacidade para 99 pessoas.

No projeto Cia. Livre Conta Arena 50 Anos estão leituras de peças, palestras, debates e depoimentos sobre o papel do teatro na cultura brasileira. Todos os eventos são gravados em vídeo digital que serão documentados e reunidos em um CD-ROM sobre o Arena.

Em novembro passado, a grade de eventos contou com palestras sobre o papel do Teatro de Arena na nossa cultura; encontro entre cenógrafos, figurinistas, diretores, outros profissionais e estudantes da área, para divulgar idéias e discutir sobre a cenografia brasileira; apresentações dos músicos Keco Brandão, Tonho Penhasco e Lucila Novaes na Sala Guiomar Novaes. O espaço possui uma excelente infra-estrutura para a música. Atualmente as apresentações musicais têm grande destaque. Quem visita o espaço numa tarde no meio da semana, pode conferir ensaios de novos grupos de diversos estilos.

Infelizmente projetos como a Funarte deveriam ser exemplos brasileiros de valorização à cultura nacional. Mesmo com pouca ajuda do Estado, ela só resistiu ao tempo e às dificuldades graças aos funcionários que por viverem de arte acreditaram nela.

Serviço

Na sede paulista da Funarte estão instalados a Galeria Mário Schenberg, a Ala Jorge Mautner, o Espaço Almeida Salles e o Espaço Darcy Ribeiro.

Funarte - Fundação Nacional de Arte
Alameda Nothmann, 1058
Campos Elísios
Próximo às estações Santa Cecília e Marechal Deodoro do Metrô
www.funarte.gov.br
Funcionamento: das 9h às 20h (administração)

Teatro de Arena Eugênio Kusnet
Rua Teodoro Baima, 94
Em frente à Igreja da Consolação
Tel: 3256-9463



Escrito por Rodrigo Almada às 14h13
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SUPERDOTADOS PODEM NÃO SE DAR BEM NA ESCOLA

Pesquisas revelam que as crianças com alto grau de inteligência também tiram notas baixas e têm dificuldades de relacionamento

O conceito de superdotação depende de cada cultura. Para os gregos, os superdotados eram os oradores. Platão já se interessava em descobrir jovens mais capazes e prepará-los para a liderança do Estado. Entre os romanos, eles exerciam a função de engenheiros ou soldados. Com a descoberta do teste de Q.I., o quociente de inteligência, conseguiu-se estabelecer que são superdotados somente os indivíduos que atingirem mais de 130 pontos no teste. Diversos institutos se empenharam para definir uma taxa de incidência de superdotados na população mundial. Recentes pesquisas indicam que entre 1% a 2% de toda a população tenha facilidade no aprendizado. Especulou-se também que o número de crianças inteligentes era maior nos países desenvolvidos. O que não é uma verdade absoluta. A taxa não depende da renda per capita dos países, mas dos estímulos e incentivos realizados pelos pais antes da idade escolar. Mesmo assim a consciência de estimular os filhos aos estudos é mais comum nas famílias de classe média, que tem maior acesso à informação. No Brasil, a estimativa é de exista 1,5 milhão de superdotados.

Estímulos

É fato acreditar que estímulos precoces originam crianças superdotadas. Mas esses estímulos ainda que saudáveis podem transformar os pequenos em adultos. Geralmente, os pais criam uma agenda para os filhos. Entre as atividades programadas estão os cursos de línguas (principalmente inglesa e espanhola), prática intensa de esportes, aula de música e instrumentos musicais. Os pais precisam entender que deve haver um momento para estudar como um período para brincar. A diversão também é uma forma de aprendizado que estimula a percepção infantil.

O aparecimento de crianças com capacidade intelectual muito acima da média não depende de uma técnica específica de treinamento ou memorização. Isso está relacionado a características próprias do indivíduo manifestadas ainda no útero. Por isso os neuropediatras acreditam que a inteligência seja proveniente de um fator genético.

Todo aprendizado é resultado de um processo associativo. A partir de dois ou mais estímulos, há a união das informações que gera um conceito. Para que qualquer criança possa começar a ler é necessário um pré-requisito: a lateralidade. Uma criança que não sabe diferenciar o lado direito do esquerdo não consegue organizar mentalmente o sistema de leitura ocidental que estrutura frases e palavras da esquerda para a direita. Os superdotados nascem predispostos a compreenderem o sistema da lateralidade mais cedo e por isso armazenam mais facilmente informações consideradas complexas para o pensamento infantil.

Comportamento

As crianças superdotadas sempre foram alvo de discriminações e preconceitos sociais. Por geralmente possuírem um comportamento crítico e estereotipado, muitas vezes são vistas como desajustadas ou desequilibradas emocionalmente. Os portadores de altas habilidades (PAH), como são denominados hoje, são curiosos, têm grande capacidade de concentração, entre outras características.

Quando a criança com altas habilidades tem irmãos considerados "normais", os pais devem prestar maior atenção à criação de todos os filhos. Essa situação é uma boa oportunidade para trabalhar a diferença. Geralmente as famílias desprezam as vontades e gostos dos filhos para obrigar o superdotado a estudar. Comparar a eficiência de cada um na escola não é aconselhável. Cada criança possui habilidades especificas. Uma criança que gosta de inventar estórias com uma narrativa coerente pode não saber resolver uma simples subtração.

Os superdotados também tiram notas baixas e muitas vezes nem conhecem seu potencial. Neste caso, o rendimento escolar não é diferente ao dos outros alunos. O tédio do estudante, a má organização do currículo escolar e o despreparo dos professores podem reduzir a capacidade intelectual.

Essas crianças precisam das mesmas coisas que as outras: acolhimento, compreensão, sentimento de pertencer a um grupo social (escola ou família). Em alguns casos, o superdotado procura diminuir seu talento procurando ficar mais parecido com o grupo que deseja estar incluído. O resultado é um número de adultos que desperdiça potencial intelectual por dificuldade de se relacionar com o mundo exterior.

Muitas vezes há a procura pela companhia de pessoas mais velhas, na tentativa de encontrar parceiros com o mesmo nível intelectual ou o mesmo tipo de interesses. Já algumas crianças superdotadas precisam ficar sozinhas, talvez mais do que as outras crianças, para satisfazer seus interesses pessoais.

A resistência em aceitar regras é normal, pois muitas vezes eles não as consideram justas nem necessárias. Os pais devem analisar os limites que estão impondo e explicar ao filho os motivos dessa conduta.

Será que seu filho é superdotado?

Descubra se seu filho se inclui no mundo dos geninhos:

• Rapidez e facilidade para aprender, abstrair ou fazer associações;

• Criatividade;

• Capacidade para analisar e resolver problemas;

• Independência de pensamento;

• Habilidade excepcional para esportes, música, artes, dança, informática ou outros talentos;

• Curiosidade e senso crítico exagerado;

• Senso de humor;

• Investimento nas atividades de interesse e descuido com as demais;

• Bom relacionamento social e liderança;

• Aborrecimento com a rotina;

• Hipersensibilidade.

 

Níveis de superdotação

Os Portadores de Altas Habilidades (PAH) podem ser classificados em diversos estilos de acordo com o Ministério da Educação e da Cultura. Mas nem sempre se encaixam em somente uma determinada classificação.

• intelectual: costuma ser flexível, independente e mostra fluência de pensamento, produção intelectual, julgamento crítico e habilidade para resolver problemas;

• social: revela capacidade de liderança, sensibilidade interpessoal, atitude cooperativa, sociabilidade expressiva, poder de persuasão;

• acadêmico: demonstra boa capacidade de produção, atenção, concentração, memória, interesse e motivação pelas tarefas acadêmicas;

• criativo: tem facilidade para encontrar soluções diferentes e inovadoras. Exprime-se bem, é fluente, original e flexível;

• psicomotricinestésico: destaca-se pela habilidade e interesse por atividades físicas e psicomotoras, agilidade, força e resistência, controle e coordenação motoras;

• especialmente talentoso: esse indivíduo tende a se destacar nas artes plásticas, musicais, literárias e dramáticas, revelando uma capacidade acima da média das pessoas em geral.



Escrito por Rodrigo Almada às 14h09
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LENDA DEMOCRÁTICA

A frustração da população com o Governo Lula põe em risco sua reeleição

O “mensalão” apareceu na mídia em 6 de junho de 2005 com a entrevista do deputado Roberto Jefferson do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) ao jornal Folha de S. Paulo. Na época, Jefferson afirmou que o Governo Federal distribuía uma mesada de trinta mil reais a congressistas da base aliada para votarem a favor dos projetos governistas na Câmara e no Senado. Roberto Jefferson foi cassado em 14 de setembro deste ano com 313 votos após mais de quatro horas de sessão por quebra de decoro parlamentar ao acusar sem provas e admitir ter praticado tráfico de influência em estatais.

Na mesma entrevista o ex-deputado afirmou que o mensalão perdurou até o começo do ano quando ele mesmo levou o caso ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas indagações sobre a postura que o Governo Lula adotou desde sua posse em janeiro de 2003 revelam participação do governo em escândalos.

Em 2003, o novo governo deveria decidir entre manter a política do governo anterior que expandiu o neoliberalismo, definiu a política econômica através do controle inflacionário, juros altos e enfraquecimento dos movimentos sindicais ou optar por um modelo novo.

Para vencer a eleição de 2003, o Partido dos Trabalhadores vislumbrou a oportunidade de ampliar seu eleitorado com a estratégia de apresentar um candidato confiável. Em junho de 2002, o PT distribuiu um comunicado aos brasileiros para tranqüilizar a população e o mercado de que a mudança não afetaria a estabilidade do país. Com estas ações, houve também mudança gradual da imagem do partido e do candidato à presidência para a de pacífica e de melhor capacidade de melhorar o Brasil saindo do período de recessão.

A governabilidade falou mais alto e escolheu-se manter a política, principalmente os aspectos econômicos. O compromisso assumido em 2002 determinou a atitude de administrar a grande massa falida que o país se tornou. A expectativa, ainda hoje, é operar as crises sem grandes manobras para não afetar ainda mais a imagem do presidente. O protecionismo ao modelo petista admitiu que membros do alto-escalão do governo se vissem obrigados a renunciar seus cargos ou admitir culpa em nome da ordem.

Grandes discursos são proferidos por políticos e autoridades que manifestam apoio ou repúdio ao governo e propagados pela mídia sem, ao menos, esclarecer porque alguém acredita que Lula é tirano, truculento e autoritário ou que levará o Brasil ao primeiro mundo nos próximos quinze meses até a reeleição. Ao mesmo tempo os principais veículos também estão preocupados em divulgar pequenas ações do Governo Federal principalmente no interior nordestino que justificam sua permanência no poder desviando a atenção do povo da apuração das acusações de corrupção.

Durante a gestão petista o sentimento de frustração da população sobre a última alternativa restante, um governo surgido da classe operária, aumentou. Mesmo o surgimento de ideais os quais tendem a necessidade da migração da atual democracia representativa para uma democracia participativa e de reforma dos sistemas políticos não supre a desesperança. O desânimo da população ao descobrir que os projetos sociais implantados foram corrompidos é compreensível. Mas a situação permite surgirem discussões sobre o regime democrático republicano.

República democrática é o regime político caracterizado pela renúncia das vantagens privadas em favor do bem comum a partir do senso público. Atualmente com a instabilidade política do governo os conceitos de República e Democracia não vêm sendo seguidos pelos representantes. Preferiu-se adotar uma postura unitária de significativa representação da Sociedade Civil e dos movimentos sociais.

A mobilização de toda a sociedade pode defender mudanças urgentes dos rumos da política econômica e social com a implementação de uma reforma democrática como houve no passado com a impeachment do ex-presidente Fernando Collor em 1992.

Porque ninguém se manifesta

A política implementada leva a alienação das pessoas sobre o que realmente está sendo feito pelo Brasil. Muitos trabalhadores da classe baixa que não tem acesso aos meios de comunicação ou que não conseguem travar debates por causa do pobre entendimento político acreditam que os erros tenham sido cometidos por pessoas próximas ao presidente. Mas que Lula, pela sua sofrida história de vida, nunca se permitiria contaminar pela corrupção. Acreditam ainda que a qualquer momento, um sentimento nacionalista vai surgir no seu representante e que, como herói, ainda salvará o país.

Não é possível que permita-se um julgamento do presidente neste momento. Porém isto não diminui sua responsabilidade nas acusações sobre corrupção. Mas a mobilização popular é vista como desnecessária já que o Congresso, eleito pela sociedade para decidir as melhores ações para o país, está apurando o caso. A população espera que os congressistas punam quem violou a Ética mesmo que estes sejam os próprios congressistas.

O que ainda pode ser novidade no Governo Lula é um possível combate à impunidade parlamentar. Isso ainda não pudemos verificar no Brasil.



Escrito por Rodrigo Almada às 17h58
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A ÉTICA JORNALÍSTICA NOS DIAS DE HOJE II

Como lidar com a ética profissional a partir da necessidade da produção acelerada de notícias na rotina da redação?

A rotina, por mais acelerada que seja, não deve ser pretexto para a não avaliação da fonte. Este é o princípio básico que todo jornalista deveria seguir. Se somos responsáveis pela informação da população, o mínimo que devemos fazer é reportar os fatos da forma como eles realmente aconteceram, e não de acordo com conceitos editoriais pré-estabelecidos. Aliás, qualquer editora, revista ou jornal que se utiliza de qualquer meio de podar a produção jornalística verdadeira não deveria figurar na imprensa.

 

Alguma revista ou site da Editora já passou por alguma situação na qual a ética profissional esteve em jogo?

Até o momento, que eu saiba, não.

 

Houve interferência no seu conceito ético ocorrida durante sua vida profissional? O que mudou?

Meus conceitos só se tornaram mais fortes à medida que amadureci. Já trabalhei em jornal, revista, site de fofoca e meu foco foi sempre o mesmo: ir atrás da informação correta, sem desvios, que reportasse os fatos como eles realmente aconteceram. Em uma das editoras que trabalhei, tive o trabalho um tanto circunscrito à forma habitual dos demais jornalistas. Como não me adaptei, acabei saindo.

 

É possível destacar barreiras que afetam o trabalho do jornalista por conta da conduta ética? Quais são essas barreiras e como elas se manifestam?

Como disse, em alguns ambientes de trabalho, o que prevalece é o método editorial arraigado, que é utilizado por todos os jornalistas da empresa com muitos anos de casa. Os novatos têm duas opções: ou se adaptam ou buscam outro trabalho. Escolhi a segunda opção. Mas muitos preferem continuar a trabalhar, indo contra seus próprios conceitos do que ficar sem trabalho. Entendo os que agem assim, mas felizmente temos uma outra turma, a da que não se deixa pôr cabresto. E assim nossa imprensa tende apenas a melhorar.


 

Kele Santana, repórter, atualmente é responsável pelos sites Família Aventura (www.familiaventura.com.br) e Focinhos (www.focinhos.com.br) produzidos pela Editora Peixes. A Editora Peixes edita as revistas e os sites Fluir, Fluir Girls, Gula, Próxima Viagem, Speak Up, Set, Viver Bem, Terra entre outros. ◙



Escrito por Rodrigo Almada às 17h48
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A ÉTICA JORNALÍSTICA NOS DIAS DE HOJE

Os desafios de quem lida com a notícia

 

A velocidade da informação e a ânsia de considerável parcela da população em consumir as notícias geraram a busca desenfreada de alguns jornalistas pelo ideal de trabalho. Para estes repetidores de informação qualquer fato, por mais comum que seja, tem grande possibilidade de tornar-se um furo mesmo que ele modifique alguns detalhes ou invente outros.

Casos como estes se repetem nos grandes veículos até então de grande credibilidade. A notícia deixou de ser meio de informação e passou a um bem de consumo que emociona e anestesia o público a partir do espetáculo de contradições e invencionices. A imparcialidade e a objetividade transformaram-se em mitos que graduandos de Jornalismo deixam de lado seduzidos pelo sucesso a qualquer preço.

Este caos pode ser revertido. Segundo a repórter Kele Santana da Editora Peixes não é difícil para o jornalista manter uma postura honesta no seu dia-a-dia. Kele afirma ser prazeroso o trabalho de checagem e apuração das notícias e isto é o que deve motivar um jornalista. A todo instante o profissional deve pensar que seu trabalho será o orientador da população a qual deposita sua confiança nos meios de comunicação e, por isto, deve ser respeitada.

Acompanhe a entrevista com a repórter que acredita ser a Ética a base do ser humano e fonte de criatividade.

 

Na sua opinião, quais seriam as características particulares da ética do jornalista?

A primeira delas é a checagem da fonte. Com a quantidade de informações que recebemos a todo momento (sites, e-mails, releases, entre outros) às vezes pode até ser um pouco complicado, mas é mais do que necessário. Com a certeza de que a informação a ser publicada é verídica, tudo fica infinitamente mais fácil. A segunda característica, na minha opinião, é trabalhar naquilo que se gosta, que se acredita. O trabalho fica muito mais interessante, mais honesto, flui melhor. E a terceira é não se deixar seduzir por facilidades (o famoso jabá) para não falar a verdade sobre determinada pessoa ou assunto. Ser ético é ser, acima de tudo, verdadeiro com seus princípios.

 

Qual a preocupação dos profissionais de hoje em manter a ética em seu dia-a-dia?

Posso responder por mim, apenas. Procuro sempre verificar a autenticidade das fontes, trabalhar de acordo com meus princípios e, é claro, mantendo o foco no que é realmente interessante para o público dos sites que atualizo.

 

Os jornalistas já entram no mercado de trabalho com uma série de valores incorporados, qual o espaço da ética na formação do profissional?

Acredito que todo estudante de jornalismo (ou seja, um potencial futuro jornalista), faz o curso por acreditar em certos conceitos. Durante o curso, a menos que estes conceitos estejam sobre bases frágeis, eles só tendem a se fortalecer. Assim sendo, quando o estudante conclui o curso, ele já tem objetivos muito claros a seguir e seu trabalho será focado nisto e é aí que entra a ética. Como já citei, ser ético é acima de tudo ser verdadeiro consigo mesmo. Muitos acreditam ser isto difícil, ou até mesmo impossível, mas ninguém disse que esta profissão seria um mar de rosas, pelo contrário. Então aquele que não se mantém firme em seus propósitos deve mudar de ramo, de profissão.



Escrito por Rodrigo Almada às 17h47
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